Cada vez mais, hoje em dia, os artistas musicais aderem à produção de videoclips das suas músicas, para que tenham mais visibilidade e sejam mais apelativas. Porém, também há maus aspectos nesta questão.
Comparo a transformação de uma música em videoclip, em certa medida, com a transformação de um livro em filme. Certamente já vos aconteceu – a dada altura – verem um filme baseado num livro que já leram e ficarem desiludidos com o resultado. Talvez por culpa do realizador e dos actores ou, mais provavelmente, por terem imaginado a narrativa de outra forma que não a descrita no vídeo.
Passa-se o mesmo com os videoclips. Seguramente em muitos deles não haverá qualquer problema (dependendo também da perspectiva de cada pessoa: algumas podem gerar imagens sobre o assunto porque estiveram de algum modo envolvidas com ele e outras não), mas muitas vezes, mesmo que não sejam storie tells, “pescamos” imagens e experiências nossas gravadas na memória para ilustrar (na nossa mente) aquilo que o autor está a falar. É também um dos objectivos mais importantes no rap: identificar-mo-nos com a música.
Assim, apesar de gostar de ver videoclips (mesmo com o risco de sair desiludido), não acho que estes tragam sempre só benefícios às músicas. Mas, já agora, aqui estão três videoclips recentes que eu gostei:
- Nas - “Hip Hop Is Dead” (2006)- Kanye West c/ Rakim, Nas e KRS-One - “Classic” (2007)
- Sam The Kid - “Poetas de Karaoke” (2006)
Outros videoclips podem ser vistos nas respectivas listas (nacionais ou estrangeiros) no Guia de Hip Hop na Internet.

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