quinta-feira, 19 de julho de 2007

Sem Meios Não Há Conquista

Só quem anda a dormir é que nunca reparou que o Hip Hop seduziu a juventude e reina agora nas rádios, que se tornou moda e que está em todo o lado, desde pastilhas elásticas a toques de telemóvel.

Todas estas características dariam para dizer que o Hip Hop tinha conquistado Portugal; não fosse haver um pertinente problema: onde está a indústria musical? Onde estão as grandes editoras, as revistas de Hip Hop, os estúdios, os festivais e os grandes concertos? Onde estão as provas mais consistentes de que o Hip Hop realmente teria conquistado Portugal? Será que lhe poderemos chamar de “Nação Hip Hop”, ou esta expressão continuará a só poder aplicar-se a pessoas “de dentro” e aos ouvintes mais dedicados?

Já ninguém, mesmo as pessoas que não simpatizam com a cultura, afirma que o Hip Hop continua a ser uma coisa desconhecida. Nos EUA a indústria até conseguiu que ele rendesse bem (e quase o matou!) mas parece que a indústria portuguesa não notou isso (ou então é aquela coisa dos portugueses estarem sempre atrasados).

Seja como for, penso que, por muito bons projectos que sejam, um programa de rádio (“Nação Hip Hop”), um programa de televisão (“Beatbox”) e uma revista virtual (“IV Street”) não bastam para sustentar o rap em Portugal, muito menos a cultura Hip Hop.

sábado, 30 de junho de 2007

O Valor das Letras

«Editoras e jornais e esses tais intelectuais, não percebem rimas, só instrumentais»

Sam The Kid - “A Partir de Agora in Pratica(mente) (2006)

Nas críticas dos jornais a álbuns de hip hop pode-se constatar que os autores dão muita importância aos instrumentais, ao papel do produtor. Talvez até demais.

Mas há quem diga que cada vez menos. O problema é que muitos críticos ainda não perceberam o quão importante é a mensagem no rap, como a insatisfação dos criadores do género relativamente à sociedade teve implicações directas na forma como este se desenvolveu. Mas quando estamos a falar de letras, não é devemos dar atenção só ao aspecto da mensagem, mas também há construção dos versos em si. Existem muitos rappers que não são grandes poetas simplesmente porque não sabem construir uma letra. Não têm cuidados com os versos que escrevem, fazem tudo à toa e a estética, o som que dá quando a letra é ouvida é, na minha opinião, muito importantes para se ser um bom rapper.

Talvez por a mensagem não ter tanto impacto noutros géneros musicais, muitos críticos não consideram as rimas algo tão explorável e interessante como os instrumentais. Porquê? Na grande maioria dos géneros musicais, as pessoas tocam instrumentos, e isso normalmente é muito mais admirado do que as que sabem escrever um simples letra. No rap, em que normalmente não se toca instrumentos, mas existem produtores para cuidarem da base musical, os instrumentais não deixam de poder ser admirados, já que podem ser tão complexos como os que são tocados pelas pessoas que os fazem. Mas aquilo que os MC’s dizem por cima foi ganhando relevo no passado (já que faço nisto, será que darão a devida importância às letras de outros géneros?) e hoje já vão muito mais longe do que um simples “ponham as mãos no ar!”.

Proponho também outra pergunta para reflexão: será que o facto de os Estado Unidos estarem atolados de hip hop americano, onde as mensagens passadas falam geralmente de perspectivas materialistas e pouco mais (resumindo, lixo de que ninguém quer saber), ajudou a que os críticos desvalorizassem o poder da poesia no rap? Estejam mais atentos quando lerem críticas nos jornais ou revistas e depois comentem aqui no blog.

domingo, 24 de junho de 2007

À Volta do Centro Também Há Hip Hop

«Às vezes o Porto fica um bocado à parte»

Presto em entrevista ao Nação Hip Hop

Sim, é verdade: Portugal não é só Lisboa. Também existe o Porto, Braga, Coimbra, Viseu, Beja, Évora, Faro, Santarém, … Ainda é grandito.

Mas às vezes parece que não. Sobretudo quando há pessoas que abrem um olho para a capital e fecham o outro para o resto. Sabem aquela “doença” que muitos americanos têm, que os faz pensar que não existe mais terra para além dos Estados Unidos? Deve haver uma variante dessa doença, menos perigosa e ainda assim irritante, que tem a pequena diferença de, em vez de se centralizarem as atenções nos EUA, é Lisboa que está no centro. Pena que só afecte os portugueses, senão até era uma boa oportunidade para expandir o turismo.

Algumas pessoas acharão isso normal, que o Hip Hop na capital tenha mais notoriedade que nas outras cidades, mas não é. Começo por desmontar a ilusão (para quem a tiver) de que o Hip Hop lisboeta é superior ao feito nas outras regiões. Vou falar mais do hip hop nortenho porque é aquele que me está mais próximo (naturalmente), e no final falarei também de outras zonas. Em termos de diversidade, o Porto está muito bem apetrechado, talvez não tanto como Lisboa (também não existem tantas influências culturais) mas está muito perto (espera… Qual foi a cidade que foi a capital europeia da cultura em 2004?). Em termos de qualidade, a diferença não existe. A capital do Norte tem também muita originalidade no rap que faz. Também temos b-boys a dançar breakdance no metro, por isso também não é por aí que podem atacar. E sim, as paredes do Porto já foram assaltadas muitas vezes por writers (um deles, Caos, em entrevista ao H2T, disse, referindo-se ao tempo em que começou a pintar: “foi numa época complicada, onde não se viam muitos trabalhos. Os que haviam por aí, eram do Ace e de algum pessoal que vinha cá em cima, ao Porto”).

Também noutros aspectos o Porto está muito desenvolvido no que toca à cultura Hip Hop: temos festivais com grande presença da cultura, um editora que já lançou muitos discos (diga-se de passagem, uma das mais interessantes) e outras menores (como a Ace Produktionz), temos um bar muito conhecido chamado Hard Club (e não preciso de dizer mais nada) e, finalmente, temos grupos que tornaram-se muito importantes, como os Mind Da Gap, ou os recém-chegados Mundo Secreto (e ainda os Dealema).

Para não ficarem com a ideia que é só o Norte que se integra no mesmo patamar do de Lisboa, podemos olhar para o Sul, onde temos também editoras, como a Covil Produções e a Sub-Cave Records. Temos grupos muito conhecidos como os Guardiões de Subsolo. Convém referir, como já o fiz num tópico anterior (“Além do Tejo”), o hip hop alentejano tem vindo a crescer imenso e em tão pouco tempo.

Com tudo isto quero apenas mostrar o quanto injusto é pôr um limite à volta da cidade dos alfacinhas e deixar o resto de lado. Acreditem ou não, isso incentiva a esta guerra que por vezes se vê entre Lisboa e Porto (Centro e Norte). Eu gosto imenso do hip hop lisboeta, principalmente porque não se diz “o”, mas “os”, já que há grupos que não têm realmente comparação uns com os outros. No entanto, tenho também um grande orgulho por ser cá do Norte, adoro o hip hop portuense e acho que as pessoas deviam perguntar-se o quanto custou para que as pessoas que estão envolvidas nestes projectos (e como viram, se há algo que não lhes podem chamar é “meninos mimados”) conseguiram, com pouca ou sem ajuda, alcançar uma fasquia tão alta. Biba ó Porto, carago!

domingo, 17 de junho de 2007

Os Púdicos que vão para o...

«E se vocês, ou os vossos pais são púdicos demais para ignorarem as asneiras, essa parte do vocabulário que faz parte do nosso léxico e se concentrarem só na mensagem, no que realmente interessa, eh pá, eu respeito a vossa opinião, são observadores e quê, eh pá, é a vossa opinião, mas vocês são otários, e por isso vão pró caralho!»

Ikonoklasta - “Mais Uma Intrada in As Melhores Coisas da Vida São de Graça

… caralho que os foda! Questão importante: se os palavrões fazem “parte do vocabulário” e, tal como as outras palavras, servem para comunicar (neste caso sentimentos fortes), porque não usá-los? Toda a gente sabe que não são só as pessoas mal-educadas que dizem asneiras, pois toda a gente as usa, umas com mais frequência e outras com menos.

É verdade que existem muitas palavras, principalmente no calão americano, que não são "aplicadas correctamente" (como bitch, que muitos rappers usam para falar das mulheres, mesmo que não queiram insultá-las), mas isso não se verifica só no rap e não é porque muitos dos MC’s vêm do ghetto que também se justifica isso, mas sim porque têm que ser usadas! Ninguém vai dizer que era melhor tirar o “caganeira” e outros tantos do Auto da Barca do Inferno ou que o Gil Vicente os deveria ter substituído por palavras mais moderadas, portanto porquê a indignação? Será que as mesmas pessoas que criticam o rap por essas razões não vêem filmes norte-americanos? Nem nunca virão uma peça de teatro em que se soltasse uma praga ou obscenidade, nem nunca ouviram fado? E quando acertam com o martelo no dedo, gritam “Meu Deus!”?

Há muita hipocrisia nestas críticas e se esses mesmos hipócritas não se automentalizam, ou mentalizam os seus pais, de que as asneiras existem para serem usadas quando é preciso e que quem lhes dá o valor que têm é a sociedade (não, não têm nenhum poder mágico), estão a cometer uma grande estupidez. Eu não digo que não se deva ter cuidado, porque se exagerar nos palavrões, comete-se três erros: retira-se o impacto que o palavrão tem (se começarmos a ouvir dizer muitas vezes “Filho da puta” aquilo vai criar cada vez menos choque, tal e qual como o “bitch” nos EUA); a linguagem torna-se aborrecida e uma demonstração de violência barata; aparecem lixos semânticos como este: “Fuck me, I’m fucked if I fucking know what to fucking do, the fucking fucker’s fucking fucked up and fucked off” (Your Mother’s Tongue: Book of European Invective de Stephen Burgen).

Finalmente, é importante que as pessoas tenham consciência de que palavras são palavras, quem lhes dá o poder é quem as diz (tal e qual como Vergílio Ferreira e a palavra “inócuo”). Pode-se fazer excelentes poesias com palavrões, assim como o contrário, e por muito que isso impressione muita gente, não devemos limitar o vocabulário à nossa disposição só porque alguns puritanos embirram com uma parte. Por isso a minha mensagem para esses puritanos também é: vão pró caralho!


«É frequentemente verdade que a ordinarice de um homem é o lirismo do outro»

Declaração do Juiz num processo sobre ofensa aos bons costumes
(retirado do livro
A Língua da Tua Mãe, de Stephen Burgen, 1º Ed.)

Existe uma notícia relacionada com o tema, acerca do fundador da Def Jam querer "banir palavras ofensivas" (in Diário de Notícias).

quinta-feira, 31 de maio de 2007

Cultura de Esperança

«Estão a ser criadas condições para acontecer algo de sério muito em breve»

Rui Miguel Abreu in “O Público (14 de Abril de 2002)

O momento crucial chegou em 2004. Correcção: o segundo momento crucial, dez anos depois do primeiro, que veio com a colectânea Rapública e a tão famosa expressão “não sabe nadar”. Numa reportagem d’ O Público, Vítor Belanciano escreveu que “eles acreditam tanto que apetece acreditar com eles”. Para além de uma cultura de resistência, de uma cultura de intervenção, de uma cultura urbana, Hip Hop é uma cultura de esperança. Acreditamos sem restrições, persistindo e mantendo viva a esperança até um dia atingirmos o nosso objectivo: mudar o que há a mudar. Na música, na sociedade, seja onde for. E não se pense que por sermos uma cultura não há divergências (também temos direito a elas). Cada um acredita nas suas perspectivas, com semelhanças aqui e ali, unidos sem ser preciso conhecermo-nos, lutamos para vermos cumpridos e aceitados os nossos princípios, mesmo que muitos dos nossos desejos sejam utópicos.

Apesar de estas duas vagas (uma delas ainda a decorrer) terem tido efeitos visíveis, continuamos sem ver os resultados das versões política e cultural do Hip Hop: não vemos grandes revoluções em Portugal, na música ou na atitude dos portugueses; não vemos grandes apostas das editoras noutros estilos de música nem apoio das pessoas em grupo mais originais. Muitos jovens renderam-se ao rap, mas existe ainda muitos preconceitos e hostilidade em relação a esta cultura (exemplo: a maneira como muitos encaram o graffiti). Apenas alguns indícios, como a mudança em 2004, podem sugerir-nos que um dia o movimento hip hop tuga marcará realmente Portugal.

É por isso que tenho orgulho no espírito que predomina, ainda que às vezes abalado, na versão portuguesa da cultura Hip Hop. Temos muitos nomes, muitos grupos, muitos artistas e não só, que fizeram muito por esta cultura. Uns só contribuiram no início mas não conseguiram aguentar, outros apareceram já depois da old school e, outros, não só suportaram o movimento no seu início, como o apoiaram e resistiram até agora, sem se deixarem corromper. É a esses que dedico este tópico. Obrigado!

«MC's de Portugal, chegou o momento crucial»

Líderes da Nova Mensagem - “O Rap é Uma Potência in Rapública (1994)

Para ver o resto do artigo, vejam no H2Tuga.

terça-feira, 22 de maio de 2007

CR - Cinco Meses Depois...

Aproximadamente cinco meses depois deste blog ter sido criado, posto o segundo tópico do tipo CR para vos relembrar as novidades e fazer o ponto da situação. Publiquei 17 textos, incluindo este, até agora. Aos que não lêem este blog desde o início, aconselho a leitura do outro blog com este rótulo: “CR – A Apresentação”. Em breve estará pronto um anexo com a apresentação, agradecimentos, etc. (ver links pertencentes ao CR).

Já que falo em novos leitores, peço-lhes também que leiam os tópicos mais antigos, pois não estão de certeza muito desactualizados. Tenho tido o cuidado de não pôr títulos artísticos nos tópicos para que se possa perceber facilmente qual o assunto do conteúdo de cada um a partir dos arquivos.

Já que também falei em anexos, alerto-vos para o facto de, para quem ainda não se apercebeu, terem sido criados (e um ou outro ainda em desenvolvimento) anexos (ver secção “Cultura de Resistência” na coluna da direita – coluna dos links). Foi criado um glossário com palavras mais ou menos básicas que servem de ajuda aos iniciados nesta cultura (se é que algum lê este blog). Criei também um Guia de Hip Hop na Internet, que se foca mais nos sites relacionados com o Hip Hop Tuga, e que neste momento ainda está a ser aperfeiçoado. Está a ser criado (mas ainda não está postado) um anexo, como já disse, com a apresentação deste blog, agradecimentos, etc.

Gostaria de realçar o facto de muito destes tópicos terem sido criados com semanas de antecedência e, por isso, alguns acontecimentos que são relatados como recentes não o serem na realidade.

Tenho estado a planear e listar nomes que poderão futuramente ser convidados para escrever um tópico para este blog (tópicos do tipo “Convidado”), como tinha prometido fazer.

Para além dos tópicos, existem muitos conteúdos na barra/coluna da direita, que acredito serem úteis e interessantes: para além dos predefinidos pelo Blogger (o servidor deste blog), como o meu perfil e os arquivos, existem outras ferramentas, como o Relógio e a Pesquisa. Mas não são estes aqueles para os quais quero-vos chamar a atenção, mas antes estes: a “Citação do Mês”, que no princípio não tinha nenhuma condição (a não ser ter que ser relacionada com o Hip Hop, claro), mas agora é actualizada (com um atraso no máximo de uns meses); a Playlist, com muitas músicas, tanto portuguesas como estrangeiras, de hip hop; a secção do vídeo, mudada de tempos em tempos (normalmente seleccionado entre os últimos que saíram) e com um link para o canal do CR no YouTube; as várias secções dos links, desde sites a blogs, editoras, páginas pessoais, locais que acolhem artistas da nossa cultura com frequência, etc.; links para videoclips e outros vídeos (quase todos do YouTube) de que eu gostei (estas secções são actualizadas com frequência) – os vídeos dos respectivos links são dos anos 2006 e 2007; os serviços que este blog disponibiliza, como divulgação de eventos, grupos, concursos, etc. podem ser lidos em baixo de tudo (inscrevam-se na newsletter). Ah, e também existe uma secção de publicidade, recentemente mudada para mais perto do topo, com banners de sites que o CR aprova.

Por isso, repito, o CR disponibiliza-se para divulgar todo o tipo de eventos, grupos, novidades, concursos, desde que estejam relacionados com esta cultura, de preferência na sua versão portuguesa.

Já agora, tenho, desde o princípio, e provavelmente já repararam (ou então não prestam atenção, hmm!), que em muitos dos tópicos eu ponho citações. Provavelmente para muitos será um hábito irritante, que eu admito que talvez seja um bocado. Mas para que possam tolerar melhor esta mania, vou-vos explicar quais são os meus objectivos. Não é gabar-me da minha sabedoria (que na realidade não tenho), mas sim fazer ver às pessoas que: 1- as letras de hip hop português merecem ser ouvidas); 2- muitos dos temas de que eu falo (ou melhor, que escrevo) aqui no blog são tratados nas músicas também; 3- eu não invento teorias/filosofias ou justificações do nada, mas antes que vou recolhendo bocados daqui e dali e juntá-los e moldá-los com aquilo que eu próprio penso; 4- existem muitos que concordam com o ponto que estou a referir (ainda que eu ache que isso não deva ter impacto na opinião das pessoas).

Podem ter sido introduzidas, e muitas vezes esse é um dos propósitos, servir como um resumo muito curto do assunto que eu vou falar (tal como aqueles subtítulos dos jornais). Além disso, há a razão mais óbvia, que é a citação ter-me inspirado para escrever o tópico. Para o caso de as citações não terem sido retiradas de músicas ou proferidas por qualquer pessoa ligada ao Hip Hop, apenas o primeiro e segundo ponto não se aplicam.

Também quero prevenir-vos de que eu não sou nenhum expert em cultura Hip Hop, nem os textos reflectem isso. Posso não ser propriamente um iniciado, mas também não me considero muito mais. É, por isso, natural que possam encontrar erros nos meus tópicos e, caso o façam, eu acolherei os vossos avisos com gosto e corrigirei caso concorde convosco.

Apelo outra vez à vossa piedade para que deixem um comentário no caso de acharem que podem fazer uma crítica pertinente ou acrescentar algo. Escrevi no tópico anterior (deste tipo) que preferia comentários sobre o tópico em si a elogios. Ora isto, ainda em que seja verdade, não quero que seja mal entendido. Não censuro ninguém se postarem um comentário apenas para elogiar-me, agradeço imenso, apenas quero pedir-vos que não se limitem a isso, principalmente aqueles que não têm outros blogs (senão até parece mal, como um músico em que o público é exclusivamente constituído pelos amigos dele).

Aproveito para dizer que em breve irei postar um novo tópico deste tipo para agradecer a todos os que me apoiaram, mas como este blog ainda é recente provavelmente ainda vai haver muitas pessoas, espero, a quem eu vou precisar de agradecer, por isso só irá ser postado daqui uns meses.

Para fazer o ponto de situação mais facilmente, fiz um questionário a que gostava que me respondessem e enviassem para o meu e-mail (ou então as respostas podem ser inseridas num comentário a este tópico):

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QUESTIONÁRIO

1- Estás satisfeito com a diversidade/qualidade dos assuntos que são aqui tratados?
2- O que achas do regime de postagem (número de posts por mês)?
3- Qual é a tua opinião sobre a filosofia deste blog?
4- Comenta cada uma destas secções:

- a)Playlist;
- b)Vídeo e o Canal CR no YouTube;
- c)Anexos (Guia e Glossário);
- d)Links (Hip Hop Português, Editoras & Lojas, Blogs, Páginas Pessoais, Concursos, Locais, Diversos)
- e)Links para vídeos (Videoclips portugueses, Videoclips estrangeiros, Vídeos sobre Graffiti, Vídeos sobre Breakdance, Outros Vídeos)
- f)Serviços

5- Que conclusões tiras sobre a veracidade da informação que foi dada aqui?
6- Qual é a tua opinião acerca das citações muitas vezes acopladas aos textos?
7- Tens mais algum comentário a fazer?

Queria informar-vos melhor, para o caso de ainda não terem entendido bem, a filosofia deste blog: não estou interessado em falar só de assuntos recentes (apesar de também não os pôr de parte) nem em escrever sobre matérias mais pessoais, mas sim em tratar temas que interessam, sobre os quais se possa reflectir e formar a nossa opinião (não quero pôr em causa os factos mas sim as ideias), relacionados com o Hip Hop. Resumindo, obrigar-vos a pensar sobre esta cultura.

Estou também preocupado com a coluna da direita porque o meu irmão disse-me que achava que aquilo tinha para lá muita tralha que não tinha interesse, ou que então deveria passar para um dos anexos. Mas isso é a opinião dele. Obrigado pela vossa atenção. Já sabem: comentem e esclareçam!